Demanda inicial de R$ 1,28 bilhão por novo consignado foi puxada por 'troca de dívida', diz Haddad
Demonstrando otimismo, Haddad destaca a alta adesão ao novo consignado como uma alternativa para trabalhadores endividados. Ele também prevê possíveis mudanças na valorização do dólar ainda este ano, influenciadas por fatores econômicos globais.
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira, 28, que a demanda pelo novo empréstimo consignado privado chegou a R$ 1,28 bilhão nos primeiros sete dias. Isso se deve, principalmente, ao interesse dos trabalhadores em transferir dívidas por taxas menores.
Haddad destacou que há uma forte procura por essa troca de dívidas, embora trabalhadores sem dívidas também possam acessar o Crédito do Trabalhador, uma nova plataforma que facilita a concessão de empréstimos com desconto em folha.
Até as 17h de ontem, 193.744 contratos foram fechados, com um valor médio de R$ 6.623,48 por trabalhador, desde a sua implementação na semana passada.
Durante um evento em São Paulo, o ministro comentou também sobre a possibilidade de desvalorização do dólar ainda neste ano. Ele afirmou que, apesar da moeda americana ser uma reserva mundial, sua confiança pode estar diminuindo, o que pode afetar sua cotação.
Haddad alertou que a adoção de tarifas pelo governo Trump pode agravar a situação fiscal dos Estados Unidos, impactando ainda mais a desvalorização da moeda.