Demanda por FIDCs impulsiona captação e contratações na Solis
Solis Investimentos amplia equipe e prevê crescimento significativo na captação de recursos devido à alta das taxas de juros. Com a demanda por FIDCs em ascensão, gestora busca reforçar sua atuação no financiamento de empresas menores.
Solis Investimentos está ampliando sua equipe e acelerando a captação de recursos, apostando na atração de investidores devido às taxas de juros elevadas.
A gestora atua com FIDCs, que investem em pacotes de crédito no Brasil. Nos primeiros seis meses de 2025, aumentou seus ativos em quase 25%, ultrapassando R$ 26 bilhões. Projeta mais 20% de crescimento no segundo semestre, totalizando quase 50% de expansão anual.
Atualmente, a Solis conta com 91 funcionários, tendo contratado 12 em 2025, com planos de adicionar mais 8 até o fim do ano. Recentes contratações incluem Lucas Salomão e Naiara Cassiana da Silva.
Com a taxa básica de juros em 15%, os bancos reduziram a concessão de empréstimos, o que impulsiona a demanda por FIDCs. Uma mudança regulatória em 2023 permitiu que pessoas físicas investissem, resultando em uma captação líquida de R$ 2,7 bilhões em julho de 2025.
O patrimônio em FIDCs atingiu R$ 689 bilhões, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Esses fundos tornaram-se essenciais para o financiamento de empresas menores que enfrentam dificuldades com os grandes bancos.
No primeiro semestre de 2025, as emissões de FIDCs atingiram um recorde de R$ 40,7 bilhões, com um tamanho médio de operação de R$ 81,5 milhões. Binelli, da Solis, destacou o foco na seleção de crédito, considerando o aumento do risco de inadimplência.
Dados do Banco Central mostram um aumento nos créditos em atraso, especialmente no setor agrícola. Binelli observou que, apesar do aumento da inadimplência, a economia e o emprego estão melhores que em situações anteriores.
Estudo interno da Solis encontrou número “imaterial” de afetados por inadimplência nas tranches sêniores de FIDCs. Enquanto os fundos multimercado enfrentam dificuldades, os fundos de crédito prosperaram. Desde 2019, o número de gestoras focadas em renda fixa cresceu de 60 para 164.
Delano Macêdo, da Solis, alertou para o risco do “efeito manada”, com gestoras sem a expertise necessária tentando aproveitar o crescimento do crédito estruturado.