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Democratas processam governo Trump por mudança de regras eleitorais

Procuradores-gerais de 19 estados democratas contestam decreto de Trump que impõe requisitos de cidadania para votação. A ação afirma que a medida é inconstitucional e ameaça a integridade do processo eleitoral nos EUA.

Procuradores-gerais de estados democratas entraram com ação judicial contra o decreto do presidente Donald Trump que altera as leis eleitorais nos EUA, exigindo prova de cidadania para eleitores.

A ação foi apresentada no tribunal federal de Boston e segue outras ações já em curso, incluindo uma do Partido Democrata e outra de Chuck Schumer e Hakeem Jeffries.

Os 19 estados argumentam que Trump tenta "alterar a lei eleitoral por decreto" de forma inconstitucional. A liderança é da Califórnia e Nevada.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou: "Nem a Constituição, nem o Congresso autorizam as restrições de voto buscadas pelo presidente."

Os procuradores afirmam que a medida viola a Lei Nacional de Direitos de Voto, que exige apenas atestação de cidadania ao se registrar para votar.

Além disso, o decreto ameaça os estados com perda de financiamento federal e investigações do Departamento de Justiça.

A Casa Branca não comentou sobre a ação. Trump assinou o decreto em 25 de março, alegando necessidade de "endireitar nossas eleições" devido a supostas fraudes.

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, criticou o decreto, chamando-o de inconstitucional e antidemocrático.

Por fim, o decreto elogiou práticas eleitorais do Brasil, especialmente o sistema de registro biométrico de eleitores.

A ação é mais uma na longa lista de processos contra Trump por suas medidas executivas, que enfrentam resistência judicial.

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