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Depois de carne, café e ovo, chocolate caro na Páscoa é novo risco à popularidade de Lula no radar do governo

Governo busca soluções para a alta dos preços dos alimentos, especialmente do chocolate, que promete impactar a popularidade de Lula na Páscoa. Preocupações aumentam com o aumento dos custos do cacau e a pressão da inflação no Brasil.

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressam preocupações com a alta do preço do cacau, que impacta os custos de produção do chocolate, a um mês da Páscoa, resultando em aumento de preços dos tradicionais ovos de chocolate.

O aumento no valor dos alimentos tem gerado prejuízos à imagem do presidente entre os brasileiros. O preço do cacau disparou 190% em dois anos, segundo a FAO, refletindo diretamente no custo do chocolate e do bombom, que aumentaram 16,5% em um ano. O chocolate e o pó achocolatado já estão 12,4% mais caros, segundo o IPCA.

A alta deve-se à diminuição da oferta de matéria-prima devido a crises climáticas e sanitárias na África. O Brasil possui produção nacional, mas não é suficiente para atender a demanda. O Ministério da Agricultura prevê nova alta do chocolate até a Páscoa e já monitora o mau humor da população com os novos preços.

O aumento de preços já afetou a imagem de Lula, que enfrentou críticas anteriormente por conta do preço da carne e do café. Com a proximidade da Páscoa, a expectativa é que o chocolate também seja alvo de críticas.

A inflação dos alimentos é uma preocupação no Palácio do Planalto, levando o presidente a convocar ministros para encontrar soluções. Embora alguns itens tenham registrado queda, a disparada do ovo tem ofuscado essa redução. Lula afirmou que “alguém está passando a mão no preço do ovo”.

Desde que Sidônio Palmeira assumiu a Secom, Lula intensificou suas menções à inflação e à alta de alimentos, buscando conectar-se com o sentimento da população. O Ministério da Agricultura também planeja uma tabela comparativa de preços entre Brasil e EUA, destacando que a alta no preço dos ovos nos EUA é maior, devido a questões locais como a gripe aviária.

No Brasil, as exportações de ovos aumentaram 57,5% em fevereiro, com os EUA comprando 503 toneladas, alta de 93,4% em relação ao ano passado.

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