Deputados admitem que PEC da Blindagem perdeu força
Deputados reconhecem a perda de força da PEC da blindagem após repercussão negativa. Principais líderes políticos reavaliam apoio e prioridades em meio à polarização sobre a proposta.
Fracasso nas negociações da PEC da blindagem: deputados reconhecem que o texto perdeu força na Câmara.
Apesar do desejo de levar o projeto adiante, a repercussão negativa levou defensores a darem "um passo atrás".
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou que seu partido "não será mais protagonista" no suporte à proposta, oferecendo-se como coadjuvante caso outros partidos queiram seguir com a tramitação.
Cavalcante havia reafirmado a importância da PEC para restaurar a independência do Legislativo frente ao Judiciário, alegando que deputados com processos no STF estariam sendo chantageados.
Por outro lado, o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), se opôs à PEC e afirmou que o líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), comprometeu-se a não priorizar a proposta. Ele considerou isso "uma grande vitória da sociedade brasileira".
O PT, embora indicando uma orientação contra a PEC, deve liberar a bancada para votação.
A líder do Psol, Talíria Petrone (RJ), afirmou que não há clima para votar a PEC, ressaltando a necessidade de foco em agendas mais relevantes, como a isenção de Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil.
Os principais líderes do Centrão não se manifestaram, mas o presidente do PSD, Gilberto Kassab, teria externado desapreço pela PEC após a apresentação do texto final na quarta-feira (27).