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“Dia da Libertação” de Trump deixará mais incertezas, diz diretor do BC

Diretor do Banco Central alerta que aumento de tarifas pelo governo dos EUA pode intensificar incertezas econômicas. Guillen enfatiza que o impacto nas decisões do Federal Reserve e na Selic será monitorado de perto.

Diogo Guillen, diretor de Política Econômica do Banco Central, afirmou que o grande plano tarifário do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciado para 2 de abril de 2025, gerará “mais incerteza”.

Trump chamou essa data de “Dia de Liberação”. Guillen explicou que mudanças significativas nas tarifas impactam os negócios: “Subir de 2% para 25% muda bastante o plano de negócio”.

Ele fez as declarações durante uma palestra na Faculdade ESEG, em São Paulo. Investidores demonstram cautela sobre a aplicação de taxas por Trump contra “todos os países”.

Segundo Guillen, existem pelo menos dois caminhos que Trump pode adotar. Além disso, ele destacou o debate sobre como o Fed (banco central dos EUA) poderá reagir e o impacto disso no Brasil, mencionando que as tarifas podem elevar as expectativas de inflação.

Guillen comentou também sobre a Selic, afirmando que a definição da magnitude do aumento na reunião de 6 e 7 de maio permanece incerta. Em 19 de março, o Copom sinalizou uma elevação menor que 1 ponto percentual.

Ele observou que a defasagem e a incerteza indicam uma possível menor magnitude na alta. O juro-base atual é de 14,25% ao ano, e Guillen afirmou que o ciclo de aperto monetário deve continuar devido a um cenário adverso de inflação.

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