Diplomacia da inteligência
A fábula de Beremiz Samir ilustra a importância da inteligência e da diplomacia na resolução de conflitos, mostrando como estratégias cuidadosas podem prevenir brigas e alcançar resultados positivos. Recentemente, líderes europeus utilizaram esses princípios ao se reunirem com Donald Trump, demonstrando que é possível dialogar de maneira eficaz mesmo em situações desafiadoras.
Beremiz Samir, personagem da fábula de O Homem que Calculava, resolve um conflito familiar sobre a herança de 35 camelos, aumentando o número para 36 com a inclusão de seu camelo.
Os irmãos recebem sua parte: 18 para o mais velho, 12 para o do meio e 4 para o mais novo, totalizando 34 camelos. Um camelo é devolvido a Beremiz e outro é dado como gratidão.
O livro, escrito por Malba Tahan em 1938, explora a diplomacia e a resolução pacífica de conflitos. O personagem busca a paz e ensina que, com inteligência e estratégia, é possível evitar brigas.
Recentemente, líderes europeus usaram essas lições ao se encontrarem com Donald Trump. Na Casa Branca, em 18 de agosto de 2025, conseguiram amenizar a postura do presidente americano através de uma diplomacia inteligente.
Ao abordar Trump, os europeus enfatizaram a sedução como uma arma diplomática, evitando humilhações e conquistando um discurso positivo. Volodymyr Zelensky destacou a situação da Ucrânia, fazendo Trump se identificar com suas propostas.
Os líderes europeus lidaram com o ego do presidente, agradecendo repetidamente e optando por falar de tarifas em vez de sanções. Essa aproximação foi crucial para melhorar as relações e garantir que as portas para futuras negociações ficassem abertas.
Os europeus mostraram que, como Beremiz Samir, às vezes é preciso oferecer um camelo para alcançar resultados, mas sempre com inteligência e estratégia, transformando um desafio em oportunidade.