Diretora de agência de saúde dos EUA foi demitida após resistir a mudanças na política de vacinas
Trump enfrenta crise no CDC após demissão da diretora Susan Monarez, que se opôs a mudanças nas políticas de vacinação. A saída gerou renúncias em massa e revela tensões sobre a saúde pública nos EUA.
Crise no CDC: O governo de Donald Trump enfrenta uma crise após a demissão de Susan Monarez, diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em 27 de setembro. Ela saiu por resistir a mudanças nas políticas de vacinas de Robert F. Kennedy Jr..
Essa demissão gerou uma série de renúncias entre altos funcionários da agência, revelando uma crescente divisão sobre a saúde pública nos EUA. Richard Besser, ex-diretor interino do CDC, relatou que Monarez se recusou a tomar decisões ilegais e a agir contra princípios científicos.
Após sua saída, três outros dirigentes do CDC também pediram demissão, entre eles Debra Houry e Demetre Daskalakis, que mencionaram a desinformação e a politização da saúde pública como razões.
A Casa Branca confirmou a demissão de Monarez, alegando falta de alinhamento com o plano de Trump e Kennedy. Monarez contesta a legalidade de sua demissão, afirmando que ainda é a chefe do CDC.
Desde que assumiu, Kennedy tem promovido mudanças nas políticas de vacinas, dissolvendo comitês de especialistas e substituindo-os por militantes antivacina. Também pressionou o CDC a aceitar automaticamente recomendações de seu novo colegiado.
O FDA restringiu recentemente a elegibilidade para novas doses de reforço contra a Covid-19. Kennedy descreveu a situação do CDC como uma crise que precisa ser consertada.
A demissão de Monarez reflete uma ofensiva mais ampla de Trump contra órgãos reguladores, e a Casa Branca anunciou Jim O'Neill como novo substituto no CDC.