Diretora do Fed demitida por Trump diz que vai à Justiça contra decisão: 'Medida é ilegal'
Lisa Cook, a primeira mulher negra a integrar o Federal Reserve, contesta a demissão imposta por Donald Trump, alegando que a medida é ilegal e busca garantir controle político sobre o banco central. A batalha judicial que se avizinha pode representar um importante teste para a independência do Fed em relação às pressões do governo.
Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, foi demitida por Donald Trump na segunda-feira, que a acusou de falsificar documentos em pedidos de hipoteca. Cook afirmou que não irá renunciar e contestou sua demissão na Justiça.
Seu advogado, Abbe Lowell, descreveu a medida como “ilegal” e sem fundamento. Cook declarou que Trump não tem autoridade para demiti-la e que continuará a trabalhar para a economia americana.
Trump alegou ter “causa suficiente” para a demissão, mencionando declarações falsas em solicitações de empréstimos, buscando um controle maior sobre o banco central. A demissão pode permitir a Trump garantir uma maioria no Fed, cuja diretoria é responsável por definir as taxas de juros.
Reações ao caso incluem crítica à tentativa de Trump de controlar o Fed, com economistas observando que a ação pode comprometer a independência do banco central. A S&P Global Ratings alertou que a confiança na solidez das instituições americanas pode ser afetada.
A senadora Elizabeth Warren chamou a demissão de autoritária e uma violação da Lei do Federal Reserve. O Departamento de Justiça anunciou uma investigação sobre Cook, após um pedido de Bill Pulte, que a acusou de fraude hipotecária.
Cook, que foi confirmada no cargo em 2022, está disposta a contestar a demissão, um caso que pode definir a proteção dos membros do Fed frente a demissões políticas.