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Distribuição de dividendos cresce 3,7% no Brasil, abaixo da média emergente

Apesar do aumento na distribuição de dividendos no Brasil em 2024, o crescimento ficou abaixo das médias de mercados emergentes e globais. A Petrobras liderou as distribuições, com a estatal representando quase metade do total nacional.

Empresas brasileiras na Bolsa aumentam dividendos em 2024

As empresas brasileiras listadas na Bolsa distribuíram 3,7% mais dividendos em 2024 em comparação a 2023, totalizando US$ 22,4 bilhões (R$ 129 bilhões).

O aumento está abaixo da média de 7,9% em mercados emergentes e 5,2% globalmente.

A Petrobras foi responsável por quase metade dos dividendos, com US$ 10,83 bilhões (R$ 62,4 bilhões), e a Vale ficou em segundo com US$ 4,16 bilhões (R$ 24 bilhões).

Em 2022, o recorde foi de US$ 34,8 bilhões (R$ 200 bilhões), impulsionado por gastos do governo. No total, US$ 1,75 trilhão foi distribuído mundialmente, com a Microsoft liderando com US$ 22,9 bilhões.

Entre 49 países, 17 registraram distribuição recorde de dividendos, incluindo Estados Unidos, Canadá, França, Japão e China.

Quase 88% das companhias aumentaram ou mantiveram estável a distribuição, com um crescimento médio de 6,7%.

Crescimento significativo veio da Meta, Alphabet, e Alibaba, que juntos somaram US$ 15,1 bilhões.

O setor bancário teve um aumento de 12,5% nos dividendos, refletindo uma recuperação nas finanças.

Jane Shoemake, da Janus Henderson, aponta que empresas valiosas do setor de tecnologia estão começando a pagar dividendos, incentivando o crescimento global.

A previsão para 2025 é de um crescimento global de 5%, atingindo US$ 1,83 trilhão.

Desafios econômicos e geopolíticos podem aumentar a volatilidade do mercado, mas dividendos geralmente mantêm resiliência durante ciclos econômicos.

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