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Diversificação sustentável é debatida no Rumos 2025

Governadores destacam iniciativas sustentáveis em seminar sobre investimentos. O Pará, Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentam avanços em bioeconomia, crédito de carbono e energia fotovoltaica, respectivamente.

Créditos de carbono e investimentos em energia fotovoltaica são estratégias para atrair investimentos sustentáveis, conforme discutido pelos governadores do Pará, Rio de Janeiro e Minas Gerais no seminário Rumos 2025.

No Pará, que sediará a COP30 em novembro, o governador Helder Barbalho anunciou iniciativas para transformar a biodiversidade em bioeconomia. Aumento de investimentos inclui o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, com foco em novos produtos e tecnologias e fortalecimento de negócios comunitários.

A taxa de desmatamento no Pará caiu 50%, de 4.400 km² em 2018 para 2.200 km² em 2024, devido a medidas de fiscalização. Barbalho enfatizou a importância de equilibrar a preservação ambiental com a pecuária, propondo rastreamento de gado até 2026 para ampliar mercados na exportação de carne.

No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro planeja enviar um projeto de lei que utilizará créditos de ICMS para promover iniciativas ambientais e compensar a dívida do estado. Castro também está em negociações com a Petrobras para implementar uma planta de descarbonização, visando gerar créditos de carbono.

Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema anunciou investimentos de R$ 80 bilhões em energia fotovoltaica, elevando a geração de 500 megawatts para 14 gigawatts, equivalente à produção de uma represa de grande porte.

Entre 2018 e 2024, estados e municípios foram responsáveis por mais de 80% do aumento dos investimentos do setor público. Enquanto as receitas da União cresceram 9,6%, os estados avançaram 81% e os municípios, 140%. A participação da União no total investido caiu de 38,7% para 23,2%, refletindo o crescimento do investimento regional.

Os dados indicam uma crescente demanda por investimentos públicos, exigindo atenção da política monetária do Banco Central, especialmente com as próximas eleições de governadores em 2026.

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