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Documento assinado por Trump prevê vigência de tarifas de 25% sobre carros importados a partir desta quinta

Novas tarifas de 25% sobre veículos e peças automotivas serão aplicadas a partir de amanhã, visando proteger a segurança nacional e fortalecer a indústria local. O governo também estabeleceu um mecanismo para avaliar a inclusão de novas peças na lista de tarifas.

Federal Register, equivalente ao Diário Oficial nos EUA, publicará na quinta-feira (3) documento assinado pelo presidente Donald Trump que impõe tarifas de 25% sobre a importação de automóveis e peças automotivas, alegando riscos à segurança nacional.

As novas taxas entram em vigor amanhã para veículos e em 3 de maio para peças.

A tarifa de 25% será aplicada a:

  • Veículos: sedans, SUVs, picapes e vans.
  • Componentes: motores, transmissões e sistemas elétricos.

Empresas que comprovarem a fabricação de partes nos EUA pagarão a tarifa apenas sobre a parcela estrangeira do veículo. Declarações erradas sobre “conteúdo nacional” poderão resultar em tarifas retroativas sobre o valor total do automóvel.

O documento também prevê a criação de um mecanismo para incluir novas peças automotivas na lista de tarifas. Dentro de 90 dias, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, estabelecerá um processo para avaliar novos componentes que representem ameaça à segurança nacional.

Fabricantes e associações poderão solicitar tarifas se comprovarem aumento de importações ou impactos negativos na indústria doméstica. O governo terá 60 dias para analisar os pedidos. Tarifas aprovadas entrarão em vigor imediatamente após publicação no Federal Register.

A justificativa da medida é que a importação de automóveis e peças automotivas *prejudica a segurança nacional*. A decisão busca fortalecer a indústria nacional, que enfrenta vulnerabilidades na cadeia de suprimentos e subsídios injustos de concorrentes estrangeiros.

A União Europeia e o Japão foram alvos de negociações prévias sem resultados satisfatórios. O USMCA prevê isenções, mas seus efeitos são limitados.

Com informações do Estadão Conteúdo

Publicado por Carolina Ferreira

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