Dólar abre em queda antes de tarifaço de Trump
Investidores reagem ao iminente tarifaço de Trump enquanto mercados globais enfrentam insegurança. O impacto pode elevar a inflação e desestabilizar cadeias de suprimentos, gerando temores de uma estagflação nos EUA.
Dólar abre em queda nesta quarta-feira (2), com atenção voltada para o tarifaço do presidente Donald Trump.
Trump deve anunciar tarifas recíprocas aos parceiros comerciais dos EUA, em um evento chamado de "dia da libertação".
Às 9h09, a moeda estava cotada a R$ 5,663, perdendo 0,33%. Na terça, fechou em R$ 5,682, com a Bolsa subindo 0,68%.
A expectativa pelas tarifas tem afetado os mercados globais, gerando cautela entre os investidores. Detalhes ainda são escassos: inicialmente, as tarifas seriam direcionadas aos países com superávit comercial.
Trump, entretanto, mencionou que as tarifas afetarão "todos os parceiros comerciais", sem limite claro.
Leonel Mattos, da StoneX, destaca a insegurança do cenário, levando à busca por ativos seguros, que pode desvalorizar o real.
O receio é que o tarifaço eleve a inflação e distorça cadeias globais de suprimentos, especialmente se houver retaliações. A União Europeia afirmou ter um plano sólido para reagir aos planos de Trump.
Quanto ao Brasil, não está claro se será afetado, mas tarifas incidirão sobre todos os produtos importados pelos EUA. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considera possíveis tarifas "injustificáveis".
João Duarte da One Investimentos considera o Brasil em uma posição vantajosa, atraindo investidores, especialmente diante de incertezas econômicas nos EUA.
As tensões tarifárias também levantam preocupações sobre recessão e estagflação na economia americana. O Federal Reserve pode adotar juros elevados para conter a inflação.
Os investidores aguardam dados do mercado de trabalho dos EUA, destacando o relatório "payroll" previsto para sexta-feira, após a queda no número de vagas disponíveis para 7,6 milhões em fevereiro.