Dólar afunda 8% no trimestre e tem maior queda no período desde 2022
O dólar recua nesta segunda-feira, refletindo o aumento do preço do petróleo e expectativas eleitorais no Brasil. A moeda norte-americana encerra o dia valendo R$ 5,71, com uma queda acentuada no trimestre.
Dólar abre em alta, mas encerra em queda
Na segunda-feira (31), o dólar começou em leve alta, mas caiu devido à alta do preço do petróleo, que favorece a Petrobras e aumenta o fluxo de dólares para o Brasil.
O presidente Donald Trump ameaçou taxar petróleo russo em até 50%, gerando temores sobre a oferta do produto devido ao conflito na Ucrânia.
No fechamento, o dólar caiu 0,94%, cotado a R$ 5,71, em contrapartida à estabilidade do dólar internacional e apreciação de outras moedas emergentes.
No trimestre, a moeda caiu 7,67%, a maior queda para o período desde o primeiro trimestre de 2022.
Após uma alta de 27% no ano passado, o dólar iniciou 2023 com incertezas quanto à inflação e à possibilidade de uma recessão nos EUA.
Alexandre Viotto, da EQI Investimentos, destaca que o mercado teme que tarifas altas retenham o consumo norte-americano, enfraquecendo o dólar.
A valorização do real também é impulsionada pela expectativa de mudanças políticas no Brasil, já que a aprovação do presidente Lula sugere dificuldades em sua reeleição.
O movimento de queda do dólar foi amplificado pela formação da Ptax, taxa de referência do câmbio para o próximo mês, com maior volatilidade até às 13h30.
Na quarta-feira (2), espera-se uma nova rodada de tarifas dos EUA sobre parceiros comerciais, referida por Trump como “dia da libertação”.
Na sexta-feira (31), o dólar subiu 0,13%, finalizando a R$ 5,76, e avançou 0,74% na semana.