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Donas de casa, aposentados e servidores: quem são os convocados da Venezuela para enfrentar os EUA

Milhares de venezuelanos se alistam na Milícia Bolivariana em resposta a uma suposta ameaça dos Estados Unidos. A mobilização, incentivada por Nicolás Maduro, une civis em um contexto de tensão política e militar na região.

Alistamento Militar na Venezuela: No sábado, 23, milhares de venezuelanos, incluindo funcionários públicos, donas de casa e aposentados, se alistaram nas forças militares para combater uma possível invasão dos Estados Unidos.

O ditador Nicolás Maduro pediu a abertura do registro da Milícia Bolivariana, um corpo civil integrado às Forças Armadas, considerado ideológico por críticos. Esta mobilização é uma demonstração de força contra uma suposta ameaça à sua governança.

Enquanto isso, três navios militares dos EUA se posicionam em águas internacionais, alegadamente para operações de combate ao narcotráfico.

Centros de registro da Milícia foram estabelecidos em praças e prédios públicos, incluindo o palácio presidencial em Caracas. Voluntários, como Óscar Matheus, de 66 anos, expressaram seu desejo de servir ao país e se preparar para o que está por vir.

"Chávez vive!" é a saudação oficial das Forças Armadas, que, segundo Maduro, contam com mais de 4,5 milhões de soldados, embora especialistas estimem em 343 mil em 2020.

Durante o registro, voluntários assistem a um documentário sobre um bloqueio europeu à Venezuela no início do século XX, seguido por uma apresentação técnica sobre armamento.

Os EUA já enviaram tropas para o Caribe, o que se alinha com o aumento da recompensa por Maduro, acusado de liderar o Cartel dos Sóis, rotulado como organização terrorista pelo presidente americano. Maduro considera a mobilização dos EUA como “imoral e criminosa”.

A oposição incentiva a população a não se alistar, mas filas de voluntários de todas as idades se formam, com declarações de compromisso como a de Jesús Bórquez, de 19 anos, e Omaira Hernández, de 78.

O ministro da Defesa, Vladimir López, afirmou: "Vamos defender esta pátria até o nosso último suspiro."

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