Drex: para que servirá a iniciativa sem DLT?
Banco Central revisa plano do Drex, abandonando DLT na próxima fase, mas mantendo objetivo de reduzir custos do crédito. Nova abordagem será focada na integração dos sistemas financeiros existentes para facilitar garantias de crédito.
Drex, o projeto piloto do Banco Central para tokenizar o sistema financeiro brasileiro, não usará mais tecnologia de registro distribuído (DLT) na sua próxima fase.
A nova fase focará na reconciliação de gravames, facilitando a comunicação entre bancos e corretoras na busca por garantias de crédito.
O Banco Central mantém como objetivo reduzir o custo do crédito no Brasil, facilitando a visibilidade de garantias e, consequentemente, diminuindo as taxas de juros. Isso agora será feito com infraestruturas tradicionais.
A primeira entrega deste novo modelo está prevista para o ano que vem.
Além disso, as DLTs não foram abandonadas; novas fases do Drex retomarão os testes de tokenização de ativos, mas a cronologia destas etapas ainda não é clara.
- No final de julho, 16 consórcios da iniciativa privada entregaram relatórios sobre 13 casos de uso de tokenização, incluindo imobiliária.
- Um relatório abrangente da segunda fase será entregue pelo BC até outubro.
O maior desafio até agora foi desenvolver uma solução de privacidade que mantenha as transações ocultas para outros, permitindo que apenas os envolvidos tenham acesso.
Pelo menos seis soluções de privacidade foram testadas, mas nem todas atenderam aos requisitos do BC na primeira fase.
A agenda de desenvolvimento do Drex será escalonada, semelhante ao Pix, que também teve melhorias ao longo do tempo.