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Economia perde fôlego: veja os primeiros sinais do desaquecimento esperado para a 2ª metade do ano

A criação de empregos formais em julho apresenta queda significativa em relação ao ano anterior, somando apenas 129,7 mil vagas. Com a inadimplência em alta, especialistas apontam para uma desaceleração da economia brasileira impulsionada pela alta taxa de juros.

Desaceleração da economia brasileira se manifesta com a queda na criação de empregos e aumento da inadimplência.

A Selic, taxa básica de juros, permanece em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. Em julho, foram abertas 129,7 mil vagas formais, queda de 32% em relação ao mesmo mês de 2024, tornando-se o pior julho desde 2020.

Dados do Caged: saldo de geração de empregos em julho foi de 129.775 novas vagas, comparado a 191.373 em julho de 2024. O acumulado até julho de 2024 foi de 1,347 milhão de novos postos, 10,3% abaixo do ano anterior.

Alta dos juros e incertezas são apontadas como fatores para a desaceleração. Paula Montagner, do MTE, destaca que a redução das atividades empresariais diminuiu novas contratações.

Economistas como Flávio Serrano afirmam que os dados de julho refletem um arrefecimento mais evidente do mercado de trabalho, esperando um saldo menor de vagas no segundo semestre.

  • Política fiscal expansionista dificulta o controle da inflação e do mercado de trabalho, segundo José Márcio Camargo, da Genial Investimentos.
  • Resiliência do mercado: Fernando de Holanda Barbosa Filho observa que mesmo com a queda, o emprego se mantém forte.
  • Alta da inadimplência: aumento de 6,3% para 6,5% em julho, o maior patamar desde 2013.

A inadimplência geral, incluindo empresas, subiu de 5,0% para 5,2% em julho, a maior desde 2017. Fábio Bentes, da CNC, reafirma a tendência de desaceleração.

Crédito rotativo das famílias teve alta significativa, alcançando 60,5% em julho, o maior na série histórica do BC.

O cenário aponta desafios a serem enfrentados, com a necessidade de monitoramento contínuo.

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