Eduardo Bolsonaro diz estar protegido pela Constituição dos EUA
Eduardo Bolsonaro defende suas ações nos EUA e critica relatório da PF, chamando-o de "delirante". O deputado se afirma amparado pela liberdade de expressão e destaca vazamentos de mensagens privadas como ataques políticos.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma nota em X em resposta ao relatório da Polícia Federal (PF) que investiga sua atuação nos Estados Unidos.
Na mensagem, ele afirmou que suas atividades no país norte-americano tinham como foco a defesa das liberdades individuais, especialmente um projeto de anistia em tramitação no Congresso.
Eduardo classificou como “assombroso” o relatório da PF, que aponta participação em um “crime delirante” sem identificar responsáveis. Ele ironizou a ideia de que estaria tentando influenciar políticas de governo, ressaltando que as decisões estavam nas mãos de autoridades americanas, como Donald Trump e Marco Rubio. Questionou: “Omissão? Falta de coragem?”
O deputado afirmou estar protegido pela 1ª Emenda da Constituição dos EUA, que garante liberdade de expressão.
Ele ainda criticou a divulgação de mensagens privadas entre ele e seu pai, Jair Bolsonaro, afirmando que as conversas eram normais e haviam sido vazadas intencionalmente para causar danos políticos.
Na quarta-feira (20.ago.2025), a PF indiciou Eduardo e Jair Bolsonaro por coação na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, sendo Eduardo acusado de articular pressão contra autoridades brasileiras.
O inquérito, aberto pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, aponta que ambos atuaram para interferir na Ação Penal 2.668, que investiga tentativas de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
O relatório da PF mostra tentativas de coagir membros do Poder Judiciário e do Congresso Nacional, visando aprovar propostas de anistia e destituir ministros do Supremo. As ameaças incluíam sanções contra presidentes do Senado e da Câmara.
O relatório foi encaminhado ao procurador-geral, Paulo Gonet, que decidirá os próximos passos. Após o indiciamento, Moraes deu 48h para Bolsonaro apresentar esclarecimentos sobre descumprimento de medidas cautelares.