Eduardo Bolsonaro pede a Motta para exercer mandato dos EUA
Eduardo Bolsonaro solicita o exercício do mandato à distância enquanto se encontra nos Estados Unidos, alegando perseguição política. O deputado menciona precedentes de participação remota e critica o atual cenário do Brasil, qualificado como um "regime de exceção".
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando para exercer seu mandato dos Estados Unidos.
O documento foi protocolado em 28 de agosto de 2025 e divulgado em seu perfil no X. O deputado viajou para os EUA em 27 de fevereiro e pediu uma licença de 4 meses em 18 de março, que expirou em 20 de julho.
Eduardo alegou que sua viagem foi em caráter privado, mas decidiu ficar nos EUA devido a perseguições que enfrenta.
O congressista argumentou que, durante a pandemia de covid-19, a Câmara adotou participação remota e que, atualmente, os riscos de perseguição política para parlamentares são maiores.
Ele pediu que sejam criados mecanismos para o exercício integral de seu mandato à distância e que suas prerrogativas como deputado sejam garantidas, afirmando que sua ausência é resultado de perseguições ilegais.
Eduardo frisou que a Câmara não pode ser cúmplice de um regime ditatorial, e seu indiciamento pela Polícia Federal ocorreu em 20 de agosto por coação no processo sobre tentativa de golpe, no qual seu pai, Jair Bolsonaro, é o principal réu.
A investigação, aberta em maio pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, visa a atuação de Eduardo nos EUA, onde teria articulado pressões contra autoridades brasileiras.
O relatório da PF concluiu que pai e filho, junto com apoio de outras figuras, tentaram interferir na Ação Penal 2.668, que investiga a tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).