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Eduardo diz que auxiliares de Moraes queriam “censura” de rede social

Mensagem de Eduardo Bolsonaro sugere censura à plataforma Gettr em ano eleitoral, revelando diálogos de assessores do ministro Alexandre de Moraes. Denúncia contra ex-chefe de unidade do TSE destaca tentativas de bloqueio e obstrução de investigações no contexto eleitoral.

Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PL-SP), denunciou tentativas de censura à plataforma Gettr, atribuídas a auxiliares do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Isso ocorreu em outubro de 2022, antes das eleições brasileiras.

As revelações vieram à tona através da Revista Oeste, que expôs diálogos que sugerem um pedido de bloqueio da plataforma, feito pelo juiz Airton Vieira ao então chefe da Unidade Especial de Combate à Desinformação do TSE, Eduardo Tagliaferro.

O bloqueio foi solicitado em 3 de outubro de 2022, após Vieira confundir postagens. Ele pediu: “Então, por favor, veja como bloquear o Gettr. Obrigado.”

A PGR denunciou Tagliaferro por violações de sigilo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. As acusações envolvem a revelação de diálogos sigilosos entre os servidores do STF e TSE, ocorridas de maio de 2023 a julho de 2025.

O governo italiano foi solicitado a extraditar Tagliaferro, que atualmente reside na Itália e nega as acusações. Ele foi demitido do TSE em 2023.

A CSP do Senado aprovou um requerimento para ouvir Tagliaferro e outros juízes do gabinete de Moraes, como parte de uma investigação sobre possíveis irregularidades no TSE e STF.

O senador Esperidião Amin defendeu a criação de uma CPI sobre as revelações conhecidas como “Vaza Toga”, que investigam conversas privadas de integrantes do STF.

As primeiras revelações ocorreram em agosto de 2024, com reportagens de diversos jornalistas. A organização Civilization Works, liderada por Michael Shellenberger, também contribuiu para os vazamentos.

Até o momento, não houve resposta do gabinete do ministro Moraes ou da defesa de Tagliaferro sobre as investigações.

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