Eleitor mais ao centro e Bolsonaro fora da disputa? Compre Brasil, diz esta gestora
A Mar Asset reafirma sua confiança no Brasil, prevendo um potencial salto econômico com a possível eleição de um candidato de centro-direita em 2026. A gestora alerta, no entanto, para os desafios que Lula enfrenta devido ao crescimento da rejeição e a dinâmica do eleitorado.
Mar Asset, gestora multimercado com cerca de R$ 3 bilhões em ativos, mantém uma visão otimista sobre o Brasil, apostando na eleição de um candidato de centro-direita como alinhamento político-econômico inédito.
Em carta aos cotistas, a gestora aponta que essa visão é respaldada por uma mudança no padrão de votação dos últimos 12 anos, que possibilita a implementação de pautas para um salto estrutural na economia.
A análise utiliza o Índice de Posição Política (IPP), que classifica partidos de -2 (esquerda) a +2 (direita). O IPP mostra a tendência à esquerda de 2002 a 2014, seguida pela movimentação para a direita a partir de 2015.
A eleição de Lula em 2022 ocorreu em um contexto onde o Congresso estava mais à direita. A gestão atual busca um apoio popular ampliando gastos públicos, mesmo em um ambiente complicado com o Legislativo.
A Mar Asset alerta que esta dinâmica entre os poderes não é saudável e eleva os riscos políticos e econômicos. Para a gestora, uma vitória de centro-direita em 2026 pode resultar em um Executivo comprometido com reformas.
Essa convergência poderia trazer um modelo de crescimento semelhante a países desenvolvidos. A gestora menciona precedentes, como os mandatos de Fernando Henrique Cardoso, que trouxeram reformas duradouras.
Ainda assim, a Mar reconhece que eleições têm características próprias e que a rejeição ao governo Lula permanece elevada, especialmente entre os evangélicos, o que limita seu potencial de votos.
A carta conclui com a reflexão sobre a volatilidade das projeções políticas: "Política é como nuvem. Você olha e está de um jeito; olha de novo e já mudou."