Eletrobras: Guido Mantega no Conselho Fiscal deve assustar o mercado?
Guido Mantega é nomeado para o conselho fiscal da Eletrobras em meio a mudanças na gestão da empresa. A decisão ocorre após um acordo entre o governo e a estatal, permitindo ao governo indicar novos nomes para os conselhos administrativos.
Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, foi nomeado para o Conselho de Administração da Eletrobras (ELET3; ELET6) no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão surge após o acordo entre o governo e a Eletrobras sobre um litígio no Supremo Tribunal Federal (STF).
O governo poderá nomear 3 dos 10 membros do Conselho e 1 de até 5 do Conselho Fiscal. Os indicados incluem Maurício Tolmasquim, Silas Rondeau e Nelson Hubner. Mantega será indicado para o Conselho Fiscal.
Os novos conselheiros devem deixar posições atuais em concorrentes, como a Petrobras e a ENBPar, se forem eleitos. A assembleia para definição dos conselheiros ocorrerá em 29 de abril.
Embora os nomes sejam da minoria do conselho, a Genial Investimentos observa que isso reflete a atual gestão do governo, gerando um desconforto inicial no mercado. As ações da Eletrobras caíram entre 1,3% e 1,5% em um dia de queda do Ibovespa.
Mantega terá papéis importantes, preocupando-se com o relatório anual e a gestão de riscos da Eletrobras, que possui comitê de auditoria para monitorar riscos.
Os analistas do Bradesco BBI mantêm recomendação de compra para as ações e destacam a Eletrobras como uma ação com alta volatilidade, semelhante a uma commodity, influenciada pelo preço no Mercado Livre de Energia.
O otimismo sobre o acordo com a União supera as incertezas no momento, segundo a visão de analistas e instituições financeiras.