Em 50 dias, Trump diz mais 'Biden' do que 'América' em declarações
Trump usa Biden como bode expiatório em meio à confusão de planos militares. A obsessão do ex-presidente reflete uma estratégia política em tempos de incerteza econômica.
Governo Trump se envolve em polêmica
No último dia 4, Donald Trump culpou Joe Biden por um vazamento de planos militares em um grupo de bate-papo no aplicativo Signal, após a reportagem da revista The Atlantic.
Durante seu discurso, Trump afirmou: "Joe Biden deveria ter feito este ataque no Iêmen", sugerindo que, se Biden tivesse tomado a frente, o atual secretário de defesa de Trump não estaria em tal situação.
Uma análise do The New York Times revela que, nos primeiros 50 dias de seu novo mandato, Trump mencionou Biden uma média de 6,32 vezes ao dia, mostrando sua forte fixação no ex-vice-presidente.
O estrategista democrata James Carville acredita que Trump busca preparar o público para uma possível economia instável, culpando Biden para desviar a responsabilidade sobre suas guerras comerciais. Para a estrategista republicana Kellyanne Conway, mencionar Biden é crucial, visto que este é considerado o presidente menos popular em várias décadas.
Trump transformou Biden em um bicho-papão político, frequentemente associando seu nome a ações negativas. Comparativamente, ele mencionou Obama muito menos em seu primeiro mandato.
No entanto, Biden optou por evitar mencionar Trump, tratando-o como um vilão e se referindo a ele apenas como "o cara anterior".
Os legados de Trump e Biden estão interligados, especialmente após o ataque ao Capitólio, refletindo uma complexa relação entre os dois presidentes.