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Em crise de popularidade, Milei segura desvalorização do peso argentino antes das eleições parlamentares

Milei enfrenta crescente pressão econômica na Argentina enquanto se prepara para eleições cruciais. As recentes medidas para defender o peso e conter a inflação revelam os desafios que comprometem sua popularidade e a confiança dos investidores.

Javier Milei, presidente da Argentina, fortalece a defesa da moeda local antes do leilão de dívida e das eleições em 7 de setembro na província de Buenos Aires, onde reside um terço do eleitorado nacional.

Com a crescente pressão sobre o sistema bancário e uma crise de popularidade por envolvimento de sua irmã em corrupção, Milei enfrenta protestos. Ontem, foi retirado de uma carreata após ataques com pedras.

O governo realizará um leilão para refinanciar 9 trilhões de pesos (US$ 6,6 bilhões) em dívidas, em tentativa de evitar perdas como as do leilão anterior, que falhou em atender as expectativas.

Recentes medidas do banco central forçaram bancos a aumentar a compra de títulos para proteger a moeda e controlar a inflação, interessante uma política fiscal restritiva.

Apesar das preocupações econômicas, o peso teve uma leve recuperação, mas os rendimentos das notas locais quase dobraram, aumentando os custos de financiamento dos bancos.

As ações de grandes bancos caíram até 47% nos últimos três meses, evidenciando a pressão do mercado. A demanda por empréstimos caiu, afetando a recuperação do setor financeiro.

Com novos escândalos de corrupção e os esforços para controlar gastos públicos revogados no Congresso, a confiança dos investidores está em baixa. A percepção de risco aumentou, com o spread da dívida argentina subindo para 829 pontos-base.

As expectativas de inflação se elevaram, com a taxa de equilíbrio dos títulos locais superando 2% ao mês.

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