Em meio à alta dos juros, Brasil cria 431,9 mil empregos formais em fevereiro e bate recorde da série histórica
Em fevereiro, o Brasil registrou a maior criação de empregos formais desde 2020, com um aumento de 431,99 mil vagas. Apesar da alta dos juros, a geração de empregos superou as expectativas, refletindo uma recuperação do mercado de trabalho.
A economia brasileira gerou 431,99 mil empregos formais em fevereiro de 2023, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
Na comparação com fevereiro de 2022, houve um aumento de 40,4% (+307,54 mil empregos formais). Essa foi a maior criação de empregos desde o início da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em 2020.
Antes, a maior marca era de fevereiro de 2021, com 397,8 mil empregos formais.
Alta dos juros: A criação de empregos ocorre em meio ao aumento da taxa Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano. O Banco Central já indicou uma nova alta em maio.
Segundo Diogo Guillen, diretor de Política Econômica do Banco Central, é necessário desacelerar a economia para controlar a inflação.
O PIB demonstrou sinais de moderação e a economia opera acima de seu potencial, mas sem criar pressão inflacionária.
Caged x Pnad: Os dados do Caged apenas consideram trabalhados com carteira assinada, não incluindo informais. Assim, não são comparáveis aos dados de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que utiliza a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).
Atualmente, a taxa média de desemprego do IBGE é de 6,8% para o trimestre encerrado em fevereiro, subindo 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.