Em meio a tarifas de Trump, representante da Comissão Europeia defende acordo UE-Mercosul
A assinatura do Acordo UE-Mercosul marca o início de um mercado de comércio internacional que abrange 700 milhões de pessoas. O acordo é visto como uma oportunidade para diversificar parcerias comerciais e impulsionar a economia da América Latina e da Europa.
Acordo UE-Mercosul: assinado em dezembro de 2024 após 25 anos de negociações, representa um novo bloco comercial, comparável ao comércio entre Europa e EUA, segundo Josef Síkela, da Comissão Europeia.
O acordo cria um mercado de cerca de 700 milhões de pessoas e elimina US$ 4 bilhões em tarifas comerciais, impactando positivamente a economia.
Esse mercado, com PIB superior a US$ 22 trilhões, é visto como uma expansão do comércio europeu, não como uma alternativa ao americano.
Síkela participou da Reunião Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Santiago, onde enfatizou a integração do comércio intrarregional na América Latina, em resposta às tarifas impostas durante o governo de Donald Trump.
O BID lançou o programa Conexão Sul para apoiar projetos de infraestrutura na América do Sul, visando reduzir custos logísticos e estimular comércio.
Na abertura da assembleia do BID, o presidente chileno, Gabriel Boric, ressaltou a importância do multilateralismo para enfrentar a política tarifária americana.
Síkela destacou a necessidade de diversificação das parcerias comerciais devido às mudanças geopolíticas, mencionando crises como a Rússia-Ucrânia.
O evento também abordou a sustentabilidade e a diversidade, com um compromisso conjunto entre Europa, América Latina e Caribe em valores como democracia e direitos humanos.
Cinco áreas prioritárias para projetos com a Comissão Europeia na América Latina foram destacadas: energias renováveis, digitalização, saúde, infraestrutura e cadeias de suprimento.