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Em rara entrevista, Carlos Slim fala do futuro de seu império de US$ 82 bi e se recusa a sair de cena: 'Tenho só 85 anos', diz bilionário mexicano

Carlos Slim enfrenta uma queda significativa em sua fortuna após turbulência no mercado, mas mantém uma perspectiva otimista de longo prazo. Com 85 anos, ele reflete sobre sua trajetória e os desafios que ainda pode enfrentar no mundo dos negócios.

Carlos Slim, o maior magnata do México, perdeu US$ 720 milhões devido a um dia ruim na Bolsa mexicana, mas ainda possui uma fortuna de US$ 82 bilhões, ocupando a 18ª posição no ranking da Bloomberg.

Aos 85 anos, Slim reflete sobre sua vida e seu histórico de negócios. Ele está em um escritório modesto, cercado de livros e anotações, enquanto assegura que não pretende se aposentar: “Se você se aposenta, está fora”, diz.

Com uma trajetória que remonta à sua infância, quando seu pai, Julián Slim, chegou do Líbano, Carlos aprendeu sobre investimentos desde cedo. Ingressou na Universidade Nacional Autônoma do México para estudar engenharia e construiu um império ao comprar ativos subvalorizados, como a Telmex, em sua privatização em 1990.

Hoje, Slim controla quase 300 empresas, incluindo a operadora América Móvil e participa ativamente de setores variados, como energia. Ele já investiu em projetos significativos, incluindo o controverso Trem Maia, sob o governo de Andrés Manuel López Obrador.

Além de seus negócios, Slim se preocupa com a sucessão familiar. Ele se reúne semanalmente com seus filhos e netos, mantendo uma estrutura de governança que promove a união e o trabalho em equipe. Sua fortuna será dividida entre os filhos, de acordo com o número de netos de cada um.

Pela sua importância no México e sua habilidade em navegar em enredos políticos, Slim continua sendo uma figura influente, tanto no meio empresarial quanto no cenário político, mantendo relações com políticos e analisando as dinâmicas entre Donald Trump e os negócios.

Recentemente, Slim comentou sobre as polêmicas envolvendo a relação entre ele e o New York Times, afirmando que não possui mais participação no jornal, mas lida constantemente com teorias da conspiração sobre sua influência. Ele deseja continuar ativo e se concentrar em novos investimentos, especialmente no setor de energia.

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