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Em vitória para Israel, ONU determina fim da missão de paz no Líbano em 2026

Conselho de Segurança da ONU aprova fim das operações da Unifil em 2026, sinalizando uma mudança significativa na segurança do Líbano. A decisão reflete pressões internacionais e a necessidade do país de assumir suas responsabilidades de segurança.

Conselho de Segurança da ONU decidiu, em 28 de setembro de 2023, encerrar as operações da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) até 2026, marcando uma vitória política para Israel.

A Unifil, criada em 1978, tem como objetivo garantir o respeito à Linha Azul, a demarcação da ONU entre Israel e Líbano. Nos últimos anos, as tropas da Unifil enfrentaram ataques israelenses e aumentaram sua visibilidade internacional.

A nova resolução prorroga o mandato da Unifil até 2026, estabelecendo que essa será a última renovação. A partir de 31 de dezembro de 2026, iniciará um processo de retirada gradual, em coordenação com o governo libanês, visando que a segurança fique sob responsabilidade das forças libanesas.

Elaborada pela França e apoiada pelos Estados Unidos, a resolução indica uma mudança significativa na segurança do Líbano. A embaixadora americana na ONU, Dorothy Shea, declarou que os EUA não apoiarão mais prorrogações da missão.

A Unifil ampliou suas funções após a guerra entre Israel e Hezbollah em 2006, mas Israel considera que a missão falhou, permitindo que o Hezbollah mantenha controle na região. Após a votação, o embaixador israelense, Danny Danon, afirmou que a presença da Unifil consolidou a ameaça do Hezbollah.

A situação se intensificou após a guerra na Faixa de Gaza a partir de 7 de outubro de 2023, onde as tropas da Unifil tornaram-se alvo de ataques. Os EUA estão buscando um plano de desarmamento do Hezbollah e a criação de uma zona de desenvolvimento econômico no Sul do Líbano.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, apoiou a prorrogação e reafirmou a necessidade de Israel se retirar de áreas ainda ocupadas. A Unifil é uma das missões de paz mais longevas da ONU, com um orçamento anual de US$ 474 milhões e 339 soldados mortos desde sua criação.

Os capacetes azuis da Unifil só podem usar força em legítima defesa e em situações específicas, como proteger civis e garantir a liberdade de movimento da população.

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