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Em Wall St, financiar concorrentes se torna um negócio de US$ 1 tri para os bancos

Crescimento dos empréstimos a concorrentes não bancários revela uma mudança no setor financeiro dos EUA, com bancos tradicionais buscando novas fontes de receita em meio à pressão de competição. A recente expansão destaca o risco potencial de vulnerabilidade dos bancos diante de choques de liquidez e crédito.

Empréstimos a Instituições Não Bancárias Crescem nos EUA

Os bancos americanos estão aumentando suas concessões de empréstimos a instituições financeiras não bancárias, como private equity e fundos hedge, com um crescimento de mais de 100% nos últimos cinco anos.

A taxa de juros anualizada de 16% supera setores como agricultura e governo. Isso reflete uma mudança no setor financeiro pós-crise, onde bancos menos regulamentados se tornaram mais ativos.

Em 2022, os empréstimos a shadow banks chegaram a US$ 1 trilhão. Brian Foran, da Truist Securities, observa que “os bancos financiam sua própria concorrência”. O Citizens Financial Group é um exemplo, dobrando sua lista de clientes de private equity.

Embora os empréstimos a instituições não depositárias representem uma oportunidade de receita, há preocupações sobre riscos de liquidez e crédito. Um relatório do Federal Reserve Bank of Boston mostra que os 31 grandes bancos planejam emprestar cerca de US$ 300 bilhões para o setor em 2023.

As exigências regulatorias aumentaram, demandando que os bancos reportem melhor suas exposições a NDFIs. Em 2022, esses empréstimos representaram 8,5% do total, comparado a menos de 1% em 2010.

Os credores não bancários têm se estabelecido como principais fontes de crédito corporativo, especialmente para empresas de médio porte. A competição está se intensificando e a recuperação da participação dos bancos é incerta.

Além disso, a desaceleração na captação de recursos pode aumentar a dependência das instituições não bancárias em relação aos empréstimos bancários, elevando riscos.

Conclusão: Apesar dos riscos, os empréstimos a instituições não bancárias continuam a expandir. A situação requer atenção às potenciais vulnerabilidades do sistema financeiro.

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