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Embaixador americano dribla convocação para esclarecimentos após criticar Macron por antissemitismo

Em resposta a críticas sobre sua postura em relação ao antissemitismo, Charles Kushner envia subordinado para explicações a autoridades francesas. O episódio revela a tensão nas relações diplomáticas entre França e EUA, acentuada pela controversa carta publicada pelo embaixador.

Embaixador dos EUA na França, Charles Kushner, não compareceu a convocação do governo francês para explicar artigo crítico contra Emmanuel Macron sobre antissemitismo.

Kushner mandou um subordinado ao Ministério das Relações Exteriores, que ouviu críticas de duas diretoras. O diplomata prometeu colaboração para combater o problema.

A convocação foi resposta à carta de Kushner no The Wall Street Journal, onde acusou Macron de "falta de ação suficiente" e afirmou que suas críticas a Israel encorajam extremistas.

O governo Trump apoiou Kushner, que destacou sua conexão pessoal com a comunidade judaica. Ele também listou ações dos EUA contra o antissemitismo.

Macron se pronunciou sobre o reconhecimento da Palestina na Assembleia Geral da ONU e condenou atos antissemitas aumentados na França desde outubro de 2023.

Kushner, que tem um passado criminal e não é diplomata de carreira, foi indicado para o cargo em meio a polêmica.

O episódio reflete a tensão nas relações França-EUA, apesar de tentativas de manter um diálogo produtivo entre Macron e Trump.

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