Embraer e associações se defendem de acusações feitas pelos EUA sobre Brasil; entenda
Embraer defende sua atuação nos EUA ao contestar investigações por práticas comerciais desleais e destaca sua importância econômica no país. Resposta brasileira está em andamento para contestar as alegações do governo americano.
Embraer (EMBR3) alertou o governo dos EUA sobre restrições que seriam “contrárias aos interesses” americanos. A comunicação foi feita ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) em 18 de setembro.
A companhia foi excluída de tarifas de 50% do governo Trump, mas enfrenta uma alíquota de 10% e é investigada por práticas comerciais desleais em relação ao Brasil, conforme a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A resposta completa do governo brasileiro é esperada para hoje, último dia do prazo para defesa. Juntamente com a Embraer, associações como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) também se manifestaram sobre a investigação.
O USTR aponta seis temas críticos contra o Brasil:
- acesso ao mercado de etanol
- desmatamento ilegal
- fiscalização de medidas anticorrupção
- tarifas preferenciais injustas
- proteção de propriedade intelectual
- comércio digital e serviços de pagamento
A Embraer refutou as alegações, afirmando que não se beneficiou de tarifas preferenciais injustas e que sua operação nos EUA gera 12,5 mil empregos.
A empresa projeta um déficit comercial de US$ 8 bilhões com os EUA entre 2025 e 2030, devido à importação de produtos e serviços americanos.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil já enviou sua defesa, destacando que o Pix é um instrumento competitivo e que ir contra a ferramenta contradiz os princípios de inovação dos EUA. Além disso, o governo brasileiro enfatiza o superávit comercial dos EUA com o Brasil.
A investigação do USTR é vista como uma dificuldade adicional ao processo comercial entre os países.