Embraer se defende de investigação de órgão americano e diz que tarifas seriam contra interesse dos EUA
Embraer defende seu papel crucial no setor aéreo dos EUA e argumenta que tarifas prejudiciais seriam contrárias aos interesses americanos. A empresa destaca a geração de empregos e benefícios significativos que traz ao país, enquanto se prepara para responder às alegações no âmbito da investigação do USTR.
Embraer enviou carta ao governo dos EUA, destacando que restrições à sua importação seriam “diretamente contrárias” aos interesses americanos.
A resposta foi protocolada junto ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e enfatiza o papel “crítico” da Embraer para o sistema aéreo dos EUA, gerando “enormes benefícios líquidos”.
A investigações do USTR alega práticas comerciais desleais pelo Brasil, incluindo:
- **Acesso ao mercado de etanol**
- Desmatamento ilegal
- Falhas na fiscalização de medidas de anticorrupção
- Tarifas preferenciais injustas
- Proteção da propriedade intelectual
- **Políticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento**
O governo brasileiro deve responder hoje. A Embraer nega envolvimento nas práticas investigadas.
A empresa alerta que usar a Seção 301 para impor tarifas seria prejudicial. “Instamos o governo a reconhecer os enormes benefícios que a Embraer gera”, menciona a carta.
A Embraer gera 12.500 empregos nos EUA, sendo 2.500 diretos e 10.000 adicionais na cadeia de suprimentos. As aeronaves da Embraer transportam aproximadamente **100 milhões de passageiros** anualmente nos EUA.
Mais de 2.000 aeronaves comerciais da Embraer operam em companhias aéreas americanas, como American, Delta e United. Um terço dos voos no Aeroporto Nacional Ronald Reagan são realizados por suas aeronaves.
A empresa está isenta da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, mas busca eliminar uma taxa de 10%.