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“Emenda Alcolumbre”: 6 mineradoras aguardam licenciamento acelerado

Nova medida provisória permite aceleração no licenciamento de projetos de mineração em áreas sensíveis da Amazônia. Críticos apontam que a mudança pode comprometer a qualidade das análises ambientais e priorizar interesses políticos.

MPT cria Licença Ambiental Especial (LAE) para acelerar o licenciamento de pelo menos 8 projetos de mineração de 6 empresas.

A proposta, feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, abrange empreendimentos que extraem vários minerais, tais como ferro e ouro, já habilitados no programa Pró-Minerais Estratégicos.

Os projetos poderão ser divididos em diferentes estágios de licenciamento:

  • Em fase inicial de licenciamento;
  • Licença prévia já concedida;
  • Com licença de instalação;
  • Com licença de operação.

A maioria está localizada em áreas de floresta densa na Amazônia e alguns próximos a terras indígenas, como os da Vale e Belo Sun.

O Ibama confirmou os estágios dos projetos e afirmou que debate com o MMA e outros ministérios sobre os impactos da nova lei.

A ministra Marina Silva disse que a LAE já existia na prática e destacou a prioridade do governo para licenciamentos do PAC.

O Decreto nº 10.657, do governo anterior, já estabeleceu a Política Pró-Minerais Estratégicos, priorizando projetos de mineração.

Agora, a nova licença permite processos mais rápidos, com projetos podendo ser licenciados em até 12 meses.

Porém, a falta de critérios objetivos para definição de "estratégico" gera preocupação sobre a discricionariedade do Executivo na seleção de projetos.

A OC (Observatório do Clima) e o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) criticam a amplitude do texto e a possibilidade de empreendimentos de alto impacto não serem analisados adequadamente.

Além dos 8 projetos no Ibama, há 11 outros habilitados em órgãos estaduais, com extração de ouro, manganês, cobre, níquel, platina, paládio e fosfato em vários estados.

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