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Emissões de títulos do Tesouro são 'enfiar a cabeça na areia', diz Arminio Fraga no BC

Arminio Fraga destaca preocupações com a sustentabilidade fiscal do Brasil e critica a emissão de títulos do Tesouro Nacional. O ex-presidente do Banco Central ressalta que a falta de apoio fiscal compromete a eficácia da política monetária.

Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, expressou hoje (2) preocupações sobre a situação econômica do Brasil. Em um evento em Brasília, ele ressaltou que os sintomas do paciente Brasil são extremamente preocupantes.

Fraga defendeu a necessidade de sustentabilidade fiscal e criticou a emissão de títulos do Tesouro Nacional com vencimento em 30 anos, que oferecem remuneração de IPCA mais 7%.

Ele afirmou: "Não dá para o Banco Central funcionar sem um apoio fiscal. O Banco Central não faz milagre."

Arminio também observou que a atual política não é cíclica nem viável, afirmando que "estamos enfiando a cabeça na areia". Ele destacou a urgência de medidas que considerem a sustentabilidade fiscal.

Durante o evento, ministros como Fernando Haddad e Simone Tebet estiveram presentes, mas deixaram o local antes das críticas de Fraga.

Atualmente, o Tesouro Direto oferece títulos da modalidade "Tesouro IPCA+" com vencimento entre 2029 e 2060, com juros variando de 7,18% a 7,96%.

Em um evento em fevereiro, Fraga já havia mencionado que a economia brasileira apresentava sintomas de "paciente na UTI" e destacou a importância da política fiscal para auxiliar a autoridade monetária.

Fraga foi presidente do Banco Central entre 1999 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

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