Empresas brasileiras refutam tarifaço e investigação comercial nos EUA. Veja os argumentos apresentados
Brasil pede diálogo ao USTR para evitar sanções comerciais após tarifas dos EUA. Resposta refuta críticas e defende avanços no comércio e na legislação ambiental.
Governo Brasileiro responde ao USTR
O governo brasileiro enviou, ontem, uma resposta ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), solicitando a reconsideração de uma investigação sobre "práticas desleais" no comércio brasileiro. Essa investigação foi motivada por um tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
A investigação, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, abrange temas como:
- Acesso ao mercado de etanol
- Desmatamento
- Combate à corrupção
- Decisões do STF sobre redes sociais
- Pirataria
- Uso do Pix
O governo brasileiro argumenta que não há base para sanções e enfatiza que suas políticas e práticas não são injustificáveis ou discriminatórias. A carta destaca a importância de um diálogo construtivo e a necessidade de evitar medidas unilaterais que possam prejudicar as relações bilaterais.
Além das respostas do governo, cerca de 80 manifestações foram registradas no USTR por associações e empresas brasileiras e americanas, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Embraer.
Processo pode demorar 1 ano
A CNI procurou refutar críticas e ressaltar os avanços do Brasil, destacando:
- Innovação no comércio digital, como o Pix
- Leis anticorrupção e a independência do Judiciário
- Medidas para combater a pirataria
- Fortalecimento das leis contra desmatamento ilegal
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) também defendeu a posição brasileira, afirmando que o país é altamente produtivo e competitivo no setor agrícola.
A investigação poderá levar até um ano e, caso o USTR conclua que o Brasil possui práticas anticompetitivas, novas barreiras comerciais podem ser implementadas.