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Empresas de mídia correm para enfrentar ameaça de queda no tráfego com chegada da IA às buscas

Editoras buscam alternativas e estratégias de diversificação para enfrentar a possível perda de tráfego devido ao aumento das ferramentas de IA do Google. A preocupação com o "Google Zero" cresce à medida que relatórios indicam uma queda significativa nas referências do buscador.

Empresas de mídia estão enfrentando a ameaça do "Google Zero", a possível queda no tráfego após a introdução de ferramentas de inteligência artificial do Google.

No fim de julho, a nova versão das ferramentas de IA foi lançada no Reino Unido, e muitos editores notaram um declínio acelerado no tráfego do buscador. O Modo IA do Google oferece respostas detalhadas no topo dos resultados, ampliando os AI Overviews, que resumem conteúdos sem clicar nas páginas de origem.

Sean Cornwell, da Immediate Media, alertou que as quedas no tráfego continuarão a aumentar. O relatório da Enders e PPA indicou que editores estão "perdendo visibilidade e valor", com 50% reportando queda no tráfego nos últimos anos.

  • Quatro em cada cinco consumidores preferem "resultados de busca sem clique".
  • A Digital Content Next informou que o tráfego do Google para publishers premium caiu 10% em maio e junho.

Neil Vogel, da People Inc, destacou que o "Google Zero" é central na estratégia da empresa para o futuro. O tráfego proveniente do Google já caiu de 65% para 30% nos últimos cinco anos.

Alguns editores relataram quedas de até 25% no tráfego para artigos de destaque após a implementação dos AI Overviews.

Jason Kint, da Digital Content Next, apontou que isso resulta em "menos leitores e menos conversões de assinaturas". O Google, por sua vez, defende que o tráfego geral permanece estável e a qualidade dos cliques aumentou.

Com a evolução das ferramentas de IA, editores se preparam para um futuro com menor dependência do Google. Piers North, da Reach, enfatizou a necessidade de um "ecossistema diversificado de referências".

Cornwell afirmou que a diversificação de receitas é crucial, e que a relação direta com leitores via assinaturas digitais é fundamental.

Vogel apontou que a empresa está explorando novas fontes de receita, como assinaturas e newsletters, para se adaptar ao cenário pós-Google.

Por fim, a adaptação e o foco na conexão direta com o público são essenciais na nova era digital em que os publishers devem enfrentar os desafios impostos pela IA e mudanças nos hábitos de busca.

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