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Empresas envolvidas na megaoperação têm mais de 600 fundos. Mas investidor pessoa física (ainda) não precisa temer

Operação Carbono Oculto investiga recursos ilícitos em fundos de investimento, mas especialistas asseguram que a segurança do investidor pessoa física não está em risco imediato. Apesar da ampla gama de fundos sob gestão das instituições investigadas, as irregularidades parecem estar restritas a um grupo específico.

Operação Carbono Oculto investiga 40 fundos de investimento suspeitos de movimentações ilícitas. As gestoras e administradoras envolvidas possuem mais de 600 fundos no total, segundo levantamento do Valor Investe.

As gestoras mapeadas como Ello, Altivest, Libertas e Trustee têm 99 fundos de investimento e outros ativos. Administradoras como BFL, Actual e Genial somam 308 fundos, dois imobiliários e 132 de participação.

A investigação não representa risco imediato para o investidor pessoa física, já que a maioria dos fundos investigados não está acessível ao público em geral, garantindo segurança e transparência no mercado.

A chefe de análise da Indê, Luciana Seabra, aponta que a falha reside na identificação dos cotistas e na origem dos investimentos. Ela destaca que isso foi restrito a um grupo, sem impactar toda a indústria.

O advogado Diogo Nébias sugere que a operação pode levar a um aumento na prudência das gestoras em relação à análise de investidores no futuro.

A superintendente da Receita Federal, Márcia Cecília Meng, menciona a complexidade de separar fundos lícitos dos ilícitos e alerta para o risco de bloqueio temporário de recursos em fundos durante a investigação.

A Trustee DTVM renunciou à administração de seus fundos por questões de compliance. A Reag Investimentos afirmou colaborar com as autoridades, enquanto o Banco Genial manifestou surpresa ao ser mencionado na investigação.

A CVM e a Anbima informaram que estão monitorando situações e colaborando com as investigações, assegurando a regulação e a autorregulação do mercado de capitais.

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