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Empresas refutam tarifaço e investigação comercial nos EUA. Veja os argumentos

Brasil solicita reconsideração de investigação comercial dos EUA, destacando compromisso com comércio justo. Governo argumenta que sanções unilaterais podem prejudicar relações bilaterais e o sistema multilateral de comércio.

Brasil responde a investigação do USTR dos EUA

O governo brasileiro enviou, ontem, uma resposta ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), pedindo a reconsideração da investigação aberta após o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A investigação destaca supostas “práticas desleais” do Brasil.

A investigação, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, inclui tópicos como:

  • Acesso ao mercado de etanol
  • Desmatamento
  • Decisões do STF sobre redes sociais
  • Pirataria
  • Uso do Pix

O Brasil argumenta que não há base para sanções e solicita um diálogo construtivo. A carta afirma que ações unilaterais podem comprometer o sistema de comércio multilateral e prejudicar as relações bilaterais.

Além da resposta do governo, cerca de 80 manifestações ocorreram no USTR, incluindo entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que pedem participação na audiência de 3 de setembro. A CNI destaca que o Brasil não prejudica empresas americanas e apresenta inovações como o Pix.

A CNA enfatiza a competitividade agrícola do Brasil, enquanto a Embraer alerta que 'restrições a importações seriam contrárias aos interesses dos EUA'. Outras empresas como Incepa e Triunfo também se manifestaram.

A expectativa é de novos debates em dezembro. Se o USTR identificar práticas anticompetitivas, novas barreiras podem ser implementadas.

Resumo das principais defesas do Brasil:

  • Iniciativas contra o desmatamento
  • Acesso não discriminatório ao mercado de etanol
  • Compromissos com a propriedade intelectual e combate à pirataria

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