Empresas refutam tarifaço e investigação comercial nos EUA. Veja os argumentos
Brasil solicita ao USTR uma reavaliação da investigação que pode gerar sanções comerciais, afirmando que suas práticas não são desleais. O governo destaca a importância do diálogo e a defesa de um comércio internacional justo e transparente.
O governo brasileiro enviou resposta ao USTR, pedindo a reconsideração da investigação aberta após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por Donald Trump.
A investigação, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, abrange questões como:
- Acesso ao mercado de etanol
- Desmatamento
- Decisões do STF sobre redes sociais
- Pirataria
- Uso do Pix
O Brasil argumenta que não há base jurídica para sanções e solicita um diálogo construtivo, afirmando que medidas unilaterais podem afetar o comércio multilateral.
Na carta, o governo reitera que não reconhece a legitimidade de investigações fora da OMC e rebate as alegações do USTR. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras associações também protocolaram manifestações, pedindo participação na audiência em 3 de setembro.
A CNI defende que práticas brasileiras não prejudicam empresas americanas e ressalta avanços em anticorrupção, propriedade intelectual e legislação ambiental.
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) destaca a competitividade do agro brasileiro, e a Embraer afirma que restrições a suas importações seriam contrárias aos interesses dos EUA.
Os EUA expressam preocupações com a previsibilidade regulatória. A expectativa é que as negociações voltem a ser discutidas em audiência pública em dezembro, com possíveis consequências para o comércio brasileiro dependendo da conclusão da investigação.
O Brasil continua a argumentar que suas políticas são consistentes com compromissos internacionais e que não adota práticas discriminatórias.