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Enel São Paulo e outras 18 empresas pedem mais 30 anos de concessão

Empresas de energia buscam prorrogação de contratos com investimentos em modernização. A Aneel analisará pedidos que podem prolongar concessões até 30 anos, apesar de críticas e multas acumuladas.

A Aneel recebeu pedidos de 19 distribuidoras para prorrogar seus contratos de concessão por 30 anos.

Entre as interessadas, destaca-se a Enel Distribuição São Paulo, alvo de críticas por apagões.

Os contratos atuais terminam entre 2025 e 2031. O governo Lula abriu espaço para a renovação com novos termos.

Nos novos contratos, a Aneel prevê investimentos em:

  • Modernização
  • Digitalização de redes
  • Medição inteligente
  • Resiliência de redes

Essas empresas evitaram R$ 944 milhões em multas. A Enel acumula R$ 603 milhões suspensos.

Em 2024, houve discussões sobre barrar a Enel da renovação devido à sua problemática de fornecimento.

Apesar das críticas, a Enel se mostra confiante na renovação em 2025 e possui contratos em outros estados.

A empresa tentou, durante consultas públicas, minimizar a responsabilização por eventos climáticos extremos, uma das maiores queixas dos consumidores.

A Aneel terá 60 dias para analisar os pedidos e encaminhar ao MME (Ministério de Minas e Energia) a avaliação.

Após a recomendação, o MME terá 30 dias para decidir e convocar as empresas para assinatura.

A partir da assinatura, as distribuidoras terão 60 dias para formalizar os novos contratos.

Outras empresas que solicitaram prorrogação incluem:

  • CPFL Paulista, vencimento em 20 de novembro de 2027
  • Light, do Rio, vencimento em 4 de junho de 2026
  • EDP Espírito Santo, vencimento em 17 de julho de 2025
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