Enquanto uma mulher sofrer, seguiremos lutando
Cresce a preocupação com o aumento da violência contra a mulher no Distrito Federal, onde 17 assassinatos foram registrados apenas este ano. A defesa dos direitos femininos se intensifica, mas os casos de impunidade e agressão persistem, exigindo ação coletiva e mudanças estruturais na sociedade.
17 mulheres assassinadas no Distrito Federal em 2023. Cada morte representa histórias interrompidas e famílias devastadas.
A defesa das mulheres tem sido uma prioridade, com legislações importantes aprovadas durante a liderança da Bancada Feminina no Senado. Contudo, a sensação de impunidade persiste, mostrando a brutalidade da violência.
Exemplos como o de Juliana, agredida com 61 socos, e Cheryla, esfaqueada, revelam a propriedade que agressores sentem sobre suas vítimas.
Em 2024, mais de 2.300 medidas protetivas foram desrespeitadas no DF, evidenciando a ameaça constante às vidas dessas mulheres. Para mudar isso, foi criada a Lei 15.125/2025, que utiliza tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores.
Outras conquistas incluem:
- Lei do Stalking (14.132/2021)
- Aumento de penas no pacote antifeminicídio
- Destinação permanente de 5% do Fundo Nacional de Segurança Pública para o enfrentamento da violência doméstica
Porém, leis sozinhas não são suficientes. É imperativo que a sociedade rompa o silêncio, denuncie, e não compactue com a cultura da violência.
Meninas não devem crescer acreditando que a violência é normal. E mulheres não devem morrer por dizer “não”. A responsabilidade é coletiva.
Neste Agosto Lilás, celebramos os 19 anos da Lei Maria da Penha. É um chamado à ação de toda a sociedade. Enquanto houver uma mulher sofrendo, é urgente que continuemos gritando por ela.