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Entenda a inelegibilidade de Marine Le Pen e os impactos da decisão

Marine Le Pen enfrenta cinco anos de inelegibilidade por desvio de recursos da UE, impactando suas aspirações políticas futuras. A decisão judicial, que inclui pena de prisão domiciliar, pode afetar a próxima eleição presidencial e a liderança do partido União Nacional.

Marine Le Pen, líder da extrema direita na França, foi proibida de concorrer a cargos públicos por cinco anos devido a desvio de recursos da União Europeia. A decisão é imediata e impede sua participação na próxima eleição presidencial.

A decisão impacta significativamente a vida política da França e da Europa. Le Pen, de 56 anos, foi sentenciada a dois anos de prisão domiciliar e uma multa de 100 mil euros. Ela vai recorrer, mas permanecerá inelegível durante o processo.

Os crimes ocorreram entre 2004 e 2016, quando Le Pen e seu partido, então chamado Frente Nacional, usaram fundos destinados a assessores para pagar seus funcionários. O juiz destacou que ela estava no centro de um “sistema” de desvio de dinheiro do parlamento da UE.

A barra é alta, pois Le Pen, que viu crescimento em sua aprovação, havia se esforçado para normalizar a imagem do partido, agora chamado União Nacional. Ela trabalhou para desfazer a associação do partido com o racismo e o antissemitismo.

Jordan Bardella, atual presidente da União Nacional, pode ser seu sucessor caso Le Pen seja realmente proibida de concorrer. Nos últimos meses, ele cresceu em popularidade, especialmente entre os jovens, mas seu desempenho eleitoral em comparação a Le Pen é incerto.

A União Nacional enfrentou uma multa de 2 milhões de euros, sendo 1 milhão exigido em caso de reincidência. Apesar de um déficit de 9,1 milhões em 2016, o partido teve um saldo positivo de 1,7 milhões e recursos financeiros garantidos pelos recentes sucessos eleitorais.

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