HOME FEEDBACK

Entenda em cinco pontos a operação contra infiltração do PCC na economia

Força-tarefa mobiliza 1.400 agentes em dez estados para desmantelar operações do PCC em combustíveis e finanças. Investigações revelam movimentação de R$ 30 bilhões e envolvimento de fintechs em lavagem de dinheiro.

Operações Contra o PCC

Nesta quinta-feira (28), a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo iniciaram operações visando a infiltração do PCC na cadeia produtiva de combustíveis e mercado financeiro, abrangendo dez estados.

A força-tarefa, a maior do país, revelou 350 alvos (pessoas físicas e jurídicas) suspeitos de crimes como adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro. Estima-se que os negócios investigados movimentaram cerca de R$ 30 bilhões.

As operações incluíram:

  • Carbono Oculto - Liderada pelo Ministério Público e Receita Federal;
  • Quasar e Tank - da Polícia Federal;

O PCC controlava toda a cadeia produtiva de combustíveis, desde o refino até os postos de abastecimento. Irregularidades foram encontradas em mais de 300 postos.

A fintech BK Bank, classificada como banco paralelo do PCC, movimentou R$ 46 bilhões e é um dos principais alvos das investigações. Outras instituições, como a Reag Investimentos, também foram alvo de busca e apreensão.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que as fintechs serão formalmente enquadradas como instituições financeiras, exigindo a mesma fiscalização que os bancos tradicionais. A Receita Federal já lançou R$ 8 bilhões em autos de infração tributária.

As operações também expuseram tensões entre a Polícia Federal e o Ministério Público, com a baixa taxa de prisões levantando suspeitas de possíveis vazamentos de informações.

Haddad pediu que disputas menores sejam deixadas de lado para focar no combate ao crime.

Leia mais em folha