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Escalada da violência na Colômbia: 34 militares são feitos reféns em área dominada pelo narcotráfico

Trinta e quatro militares são mantidos em cativeiro por comunidade em área controlada por dissidência das Farc. O governo condena a ação como um sequestro e destaca os riscos enfrentados pelas tropas na região.

Autoridades da Colômbia denunciaram a retenção de 34 militares em uma região amazônica, dominada por plantação de drogas e onde opera a maior dissidência das extintas Farc.

O comandante das Forças Militares, almirante Francisco Cubides, afirmou que os soldados foram retidos "pela comunidade" após combates intensos. O governo não indicou a data exata da detenção, mas mencionou confrontos com guerrilheiros liderados por Iván Mordisco que resultaram em 10 mortos e 2 capturados.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, caracterizou a situação como um sequestro e destacou que a comunidade está "interrompendo uma operação militar" contra a principal ameaça na região, Mordisco, descrito como o homem mais procurado no país.

Recentemente, a guerrilha provocou a morte de 6 pessoas em um caminhão-bomba em Cali e já havia atacado um helicóptero policial em Antioquia, resultando em 13 policiais mortos.

As dissidências das Farc, que permanecem ativas, rejeitaram o acordo de paz de 2016. Embora um braço liderado por Calarcá tente dialogar com o governo de Gustavo Petro, pouco progresso foi feito.

Esse cenário de desarmamento das Farc deixou um vazio de poder, permitindo que grupos guerrilheiros dissidentes, paramilitares e cartéis disputem o controle do tráfico de drogas e outras atividades criminosas.

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