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Espanha estima mais de 1.100 mortos devido a onda de calor

Onda de calor na Espanha resulta em mais de 1.100 mortes e incêndios florestais continuam a devastar várias regiões. Primeiro-ministro alertou para a permanência de "horas difíceis" na luta contra as chamas e defendeu um pacto de Estado sobre a emergência climática.

Mais de 1.100 mortes atribuídas à onda de calor de 16 dias na Espanha, segundo o Instituto de Saúde Carlos 3º (ISCIII).

A temperatura acabou, mas os incêndios florestais ainda devastam várias regiões do país. O primeiro-ministro Pedro Sánchez alertou sobre "horas difíceis" na luta contra as chamas, pedindo precauções extremas à população.

O número de mortes causadas pelo calor, de 3 a 18 de agosto, chegou a 1.149, um aumento significativo em relação aos 1.060 mortos em julho.

Apesar do fim das altas temperaturas, a extinção dos incêndios levará semanas. Três regiões —Galícia, Castilla y León e Extremadura— enfrentam focos de incêndio que queimaram dezenas de milhares de hectares.

Desde o início do ano, cerca de 373 mil hectares foram queimados na Espanha, um recorde desde 2006. Eventos climáticos extremos triplicaram nos últimos 50 anos, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Dezenas de vilarejos foram evacuados, estradas fechadas e o tráfego entre Madri e Galícia interrompido. Trinta e duas pessoas foram detidas e 188 investigações estão abertas sobre os incêndios.

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