Esquerda sofre derrota histórica em todos os departamentos da Bolívia e quase some do Congresso
Derrota do MAS marca a ascensão de partidos de direita na Bolívia, que conquistaram a maioria no Congresso e garantiram o segundo turno das eleições presidenciais. A mudança no cenário político reflete um descontentamento popular e o fim da hegemonia da esquerda no país.
A esquerda sofreu uma derrota histórica na Bolívia, ficando de fora do segundo turno das eleições à Presidência, que será disputado por Rodrigo Paz e Jorge "Tuto" Quiroga.
O MAS (Movimento ao Socialismo), partido de Evo Morales, perdeu as eleições em todos os departamentos, ao contrário de 2020, quando dominou seis dos nove estados.
- Em 2020, o MAS teve 55% dos votos nacionais.
- O Creemos manteve sua força e o MAS ficou em segundo lugar em Beni, empatando com o Comunidad Ciudadanía (CC).
Durante as eleições do último domingo (17), o Partido Democrata Cristão (PDC) se consolidou como a maior força política, conquistando cinco departamentos: La Paz, Chuquisaca, Cochabamba, Oruro e Potosí.
Os departamentos Tarija e Beni trocaram o Creemos pela Aliança Unidade. Já o distrito de Pando optou pela Aliança Livre.
O MAS, que tinha maioria no Congresso, teve um dos piores resultados, conquistando apenas um assento na Câmara, enquanto o PDC obteve 13 cadeiras no Senado e 45 na Câmara dos Deputados.
- Aliança Livre: 37 deputados e 11 senadores.
- Aliança Unidade: 28 deputados e 6 senadores.
- APB-Súmate: 6 deputados e 1 senador.
Nenhuma legenda de esquerda conseguiu eleições suficientes para senadores, refletindo o pior desempenho do MAS em 23 anos. A próxima votação será em 19 de outubro para o segundo turno presidencial.