Esso foi comprada em cenário já dominado por ilegalidades no setor de combustíveis, diz Rubens Ometto
Rubens Ometto destaca que a compra da Esso foi estratégica para fortalecer a Cosan em um mercado flagelado por fraudes. A declaração surge em meio à Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de sonegação de impostos no setor de combustíveis.
Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, relembrou a compra da Esso em 2008, em um cenário marcado por irregularidades no setor de combustíveis.
Durante o 33º Congresso & Expo Fenabrave em São Paulo, Ometto destacou que a aquisição foi motivada pela adulteração de combustíveis, em meio ao medo de investidores devido à atuação de facções criminosas.
A Cosan visava consolidar sua posição na distribuição de combustíveis e fortalecer suas marcas, como Esso e Mobil.
Ometto declarou que a adulteração e a evasão fiscal no setor representam “um câncer” que precisa ser combatido. As ações da Raízen, marca da Cosan no setor, subiram mais de 10% na bolsa após suas declarações.
As falas ocorreram durante as repercussões da Operação Carbono Oculto, que visou desmantelar um esquema de fraudes no setor, supostamente liderado pela facção PCC. As irregularidades causaram prejuízos de mais de R$ 7,6 bilhões em impostos.
Vale lembrar que, em 2011, a fusão entre Shell e Cosan levou ao fechamento dos postos Esso no Brasil, mantendo apenas a bandeira Shell.