'Eu creio que esse compromisso vai ser honrado', diz Haddad sobre compensação da isenção do IR
Haddad reafirma a importância da reforma do Imposto de Renda, que promete isenção para rendimentos de até R$ 5 mil, e defende medidas compensatórias para evitar impacto fiscal. O governo busca consenso no Congresso, enfrentando resistência de partidos que criticam os efeitos das alterações sobre setores da economia.
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta quarta-feira a importância de o Congresso honrar o compromisso com a reforma do Imposto de Renda, apesar da pressão de parte do Centrão e da oposição para retirar medidas de compensação.
A proposta, que amplia a isenção do IR para R$ 5 mil mensais, é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e visa beneficiar trabalhadores de baixa e média renda.
Haddad destacou que houve um entendimento com os líderes para que a reforma fosse fiscalmente neutra, e mencionou apoio do presidente Hugo Motta, que garantiu que o texto será mantido com as compensações.
Atualmente, a isenção do IR cobre rendimentos de até R$ 3.036, e o projeto prevê descontos parciais para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. O governo propôs a criação de um IR mínimo para quem ganha acima de R$ 50 mil mensais, com alíquotas progressivas de até 10% para rendas superiores a R$ 1,2 milhão ao ano.
Embora o texto tenha recebido elogios de economistas, enfrenta resistência de certos partidos, que alegam que as medidas compensatórias elevam a carga tributária em setores-chave da economia. Haddad afirmou que o projeto representa uma vitória para o país e enfatizou a necessidade de articulação e diálogo com a opinião pública.
O governo está trabalhando em um cronograma conjunto entre Câmara e Senado, com a intenção de aprovar a proposta até o fim de setembro.