EUA adicionam dezenas de entidades chinesas à lista negra de exportação
EUA ampliam restrições a empresas chinesas para evitar transferência de tecnologia militar e de IA. Medida visa impedir que adversários usem recursos americanos em prol de suas capacidades bélicas.
Estados Unidos incluíram mais de 70 entidades chinesas na lista negra de exportação, como parte da iniciativa da administração Trump para conter o desenvolvimento de chips avançados de IA e tecnologias militares.
O Departamento de Comércio dos EUA decidiu que empresas americanas devem obter licença para vender tecnologia a essas entidades, sendo que na maioria das vezes, os pedidos são negados.
Dentre as entidades, estão seis subsidiárias da Inspur, empresa de computação em nuvem, já listada em 2023. As subsidiárias são acusadas de desenvolver supercomputadores militares e de obter tecnologia dos EUA para o Exército de Libertação Popular.
Howard Lutnick, Secretário de Comércio, afirmou: "Não permitiremos que adversários explorem a tecnologia americana para fortalecer seus próprios militares".
A Academia de Inteligência Artificial de Pequim (BAAI) foi incluída na lista sem evidências públicas que sustentem sua inclusão. A BAAI, criada em 2018, lança regularmente modelos de IA de código aberto.
As novas restrições também se aplicam a grupos como Henan Dingxin e Nettrix, que operam na área de supercondutores militares.
A embaixada chinesa em Washington criticou a ação, afirmando que os EUA abusam de seu poder para perseguir empresas chinesas.
A administração Biden tem enfrentado críticas por não ter fechado brechas em seus controles de exportação, enquanto a nova lista é vista como uma correção de erros anteriores.
Jeffrey Kessler, subsecretário de comércio dos EUA, destacou que o objetivo é impedir que a tecnologia americana seja utilizada para ameaças à segurança nacional.
Além das entidades chinesas, 10 entidades de outros países também foram incluídas, devido a ligações com uma escola de voo na África do Sul que treina pilotos chineses.