EUA apoiam embaixador na França convocado por criticar falta ‘de ações’ contra ‘antissemitismo’ de Macron
Estados Unidos reafirmam apoio a embaixador após críticas a Macron sobre antissemitismo. França considera declarações do diplomata como interpelações inaceitáveis, gerando tensão nas relações diplomáticas.
Estados Unidos apoiam embaixador na França após críticas ao governo francês sobre antissemitismo.
No dia 25 de setembro, o embaixador americano, Charles Kushner, foi convocado pelo governo francês após declarar sua "profunda preocupação" com o antissemitismo no país.
A Chancelaria francesa considerou as críticas "inaceitáveis" e destacou que as afirmações do embaixador "vão na contramão do direito internacional".
O encarregado de negócios dos EUA compareceu à audiência seguinte, após a convocação de Kushner.
A carta do embaixador, datada de 18 de setembro, criticou Emmanuel Macron por "alimentar o fogo antissemita" ao buscar reconhecimento internacional do Estado palestino.
Kushner afirmou que "não há um dia na França sem agressões a judeus" e mencionou ataques a sinagogas e empresas judaicas.
Os EUA reafirmaram seu respaldo às declarações de seu embaixador, conforme informou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
Os atos antissemitas aumentaram na França desde o início do conflito na Faixa de Gaza em 7 de outubro de 2023.
A ministra da Igualdade, Aurore Bergé, defendeu as ações do governo: "Estamos combatendo o antissemitismo de forma inequívoca".
Com informações da AFP